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Como prevenir-se de queimaduras de sol e picadas de insetos?
Poucas coisas atrapalham tanto uma viagem quanto uma queimadura
de sol ou coceiras provocadas por picadas de insetos. Além da
conseqüência imediata sobre sua viagem, sol e insetos podem
causar males mais graves e, o que é pior, definitivos para o
corpo. Por isso o melhor é prevenir-se, levando sempre na
bagagem os produtos e utensílios corretos para proteção.
Filtros e protetores opacos
De acordo com médico Marcus Maia, professor da Clínica de
Dermatologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e
coordenador do Programa Nacional de Controle do Câncer de Pele
da Sociedade Brasileira de Dermatologia, o principal prejuízo
causado pelo sol é o envelhecimento precoce da pele. Existe,
porém, um grupo de risco formado por pessoas de pele clara, com
histórico de queimadura anterior, sardas e pintas pelo corpo ou
histórico de câncer de pele na família.
Em qualquer caso, deve-se tomar o máximo de cuidado com o sol,
evitando o período entre 10 e 15 horas. "Se ele for inevitável,
é necessário utilizar o filtro solar", diz Maia. Além do filtro
- que não fornece proteção absoluta pois sai com água, suor e
com o passar do tempo -, é necessário utilizar também protetores
opacos como camiseta, chapéu e óculos escuros.
Quanto à utilização dos filtros, Maia ressalta que não devem ser
esquecidas as partes do corpo que, aparentemente, ficam menos
expostas e que não costumam estar cobertas por protetores
opacos, como orelhas, lábio, pés e parte de trás das pernas.
Ele ressalta que o Fator de Proteção Solar (FPS), índice
utilizado para medir a capacidade de proteção dos filtros, não
precisa ser maior que 15. "A partir daí, gasta-se mais e
ganha-se muito pouco benefício", explica. "Quem precisa de um
FPS maior nem deveria tomar sol."
E os bronzeadores? De acordo com Maia, os estimulantes de
bronzeamento não têm sido fabricados comercialmente porque sua
ação é simplesmente a de acelerar a queimadura. "Quem encontrar
algum à venda ou receber alguma receita caseira não deve
utilizar, principalmente se tiver dificuldade em se bronzear",
diz.
Outra informação importante refere-se ao sol de inverno, aquele
encontrado, por exemplo, em estações de esqui. Nesse caso,
apesar de incidir com menor força, o sol pode ser muito intenso
devido à altitude do lugar e ao reflexo na neve. A proteção deve
ser a mesma já citada pelo professor, utilizando os filtros e
nunca esquecendo os protetores opacos: "Nesses casos, roupas,
óculos e máscaras são imprescindíveis".
Voracidade x alergia
Além do sol, os insetos também podem deixar más recordações de
uma viagem. Para o professor Marcus Maia, as reações a uma
picada variam muito, dependendo principalmente do grau de
alergia da pessoa. "Podem ocorrer infecções, decorrentes do ato
de coçar as feridas, e conseqüências graves, como um choque
anafilático após o encontro com uma espécie estranha e muito
voraz", ressalta o professor.
Os repelentes são, segundo Maia, sempre a melhor opção,
principalmente para quem viaja com crianças, que sofrem mais por
não terem imunidade adequada ao veneno. De acordo com ele, os
produtos vendidos comercialmente são testados principalmente
contra a toxidade, podendo ser utilizado por pessoas de todas as
faixas etárias.
Devido à diversidade de reações que as picadas de insetos podem
causar, assim como às diferentes graduações de queimadura
provocadas pelo sol, Maia diz não ser possível, em nenhum dos
casos, indicar um produto para atenuar ardores e coceiras.
Mais informações podem ser obtidas no site da
Sociedade Brasileira de Dermatologia
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